sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Breakable


Ingrid Michaelson - Breakable
“Have you ever thought about what protects our hearts?
Just a cage of rib bones and other various parts.
So it's fairly simple to cut right through the mess,
And to stop the muscle that makes us confess.
And we are so fragile,
And our cracking bones make noise,
And we are just,
Breakable, breakable, breakable girls and boys.
You fasten my seatbelt because it is the law.
In your two ton death trap I finally saw.
A piece of love in your face that bathed me in regret.
Then you drove me to places I'll never forget.
And we are so fragile,
And our cracking bones make noise,
And we are just,
Breakable, breakable, breakable girls and boys.
And we are so fragile,
And our cracking bones make noise,
And we are just,
Breakable, breakable, breakable girls-
Breakable, breakable, breakable girls-
Breakable, breakable, breakable girls and boys”

Eu acho que esta música tem um significado para além do som e da letra. Este “slide show” é quebradiço. Frágil… Como queiram. Gosto da música, e não é o meu género de música, mas gostei tanto, que achei que merecia vir para aqui.

Hermy

Aceitar a realidade...

Por vezes, temos de aceitar algo. Aceitar, normalmente, não é fácil.
Eu não sei se aceito ou não. Porque aceitares algo é como definires que será sempre assim, durante pouco ou muito tempo, às vezes, para sempre. Temos de aceitar dizer adeus, e apenas continuar a respirar. Respirar fundo, e aceitar. Como mergulhar numa piscina de água gelada.
Aceitar não é só dizer que sim, é mais do que isso. É como conformarmo-nos da realidade, e não termos recaídas. Ou aceitar algo que nem sequer queremos aceitar, porque não nos vai beneficiar.
Actualmente, não se dá o devido valor à aceitação. Toda a gente aceita coisas de bom ou grado. Mas se não aceitarmos ficamos presos ao passado, sem viver o presente, pensando no futuro. Temos de aceitar, quer queiramos ou não. Temos de aceitar que não vamos olhar, pensar, ficar, querer, estar, ser, conseguir, lutar outra vez.
Eu não quero aceitar, a maior parte das vezes, há coisas que aceito e que nem quero. Hoje, sei que vou ter de aceitar algo para o qual não me sinto preparada. Mas trata-se de conseguir. Deixar o passado, viver o presente, olhar para o futuro.
Hermy

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Parabéns Mary!

Esta é a minha forma de festa, para a minha companheira neste "projecto", e como mais gosto de lhe chamar, grande amiga. Fazes hoje 16 anos, e estás a ficar velha. E eu adoro-te. Portanto, Parabéns! Eu podia fazer um grande testamento sobre o quão importante és para mim, mas não o farei.

Parabéns, e adoro-te =)

Hermy

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Pequenos/Grandes actos

Podemos fazer tudo por um amigo, podemos conseguir estar lá sempre que ele precisa nas piores horas nos piores momentos.
Mas será que eles conseguem ver isso?
Não muitos deles simplesmente “deitam fora” todos os momentos em que alguém os ajudou, em que alguém os ouviu com toda a paciência do mundo e preocupação, todos esses momentos, actos, em vão porque por vezes não ligamos ao que nos dizem.
As pessoas são assim, acho que nunca me vou habituar bem a este mundo, acho que me chegam as pessoas em quem confio agora, as pessoas que gosto agora, mas não consigo deixar de pensar naqueles de quem eu pensava a mesma coisa.
Mas um dia, vamos embora para sempre e aí sim damos valor ás coisas, quando já não há nada a fazer, como se fosse por pena.
Podemos fazer coisas no passado por causa de uma amizade e esses actos nunca serão valorizados, que talvez nem percebam o significado disso.
Em quem podemos confiar?
Em quem não podemos?
Ninguém.
Mais tarde ou mais cedo essa pessoa em quem confiamos vai-nos desiludir, deixar, agora preparo-me para tudo o que possa vir, já nada me abala nada pode abalar., e já antes era assim mas há coisas que nunca esperamos das pessoas que gostamos.
That’s the world darling.
Gastos aqueles momentos esquecidos no tempo…que no fim são preciosos, mas esquecidos, por isso perdem o seu valor e nós, ingratos, dizemos coisas, escrevemos coisas, fazemos coisas injustas.
Mas obrigada a todos os que me ajudaram, estou-vos grata e essas pequenas coisas vão ficar sempre comigo.


Mary

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Basta olhar para trás...

Quando temos a certeza de que estamos totalmente acabados, de que tudo e todos estão contra nós, basta olhar para trás. Pensar que há lá alguém para olhar para nós, para nos acalmar, para nos perceber. Há lá sempre alguém pronto para te abraçar quando precisas, para te acalmar quando estás nervoso, para te ajudar quando pensas que nem sequer precisas de ajuda. E podes nem sequer reparar nesse alguém, é como se não estivesse lá, porque aquele apoio já é tão garantido que nem sequer procuras por ele. Ele faz e desfaz, e tu não percebes porquê. Esse alguém vai querer ajudar-te pela mais pequena coisa. Podes pensar que afastaste tudo e todos, ninguém vai querer ajudar-te nunca mais. Portanto, se for esse o caso, não te preocupes. Vai lá haver alguém. Basta olhar para trás.

Hermy

Nota: Vou ausentar-me por umas semanas, quando voltar, provavelmente, devo ter muitos textos para vos mostrar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sociedade de consumo

Olá, eu sou a sociedade de consumo e estou aqui para explicar-vos brevemente como funciono.“Uma sociedade de consumo é uma sociedade que pratica o consumismo, ou seja, que incentiva a aquisição contínua de bens e serviços efémeros como forma de sustentar a produção e o crescimento económico.” In wikipédia.
Mas na realidade, isto é uma grande seca e eu vou explicar-vos de uma maneira mais simples o que eu sou. Pois bem, um exemplo muito comum: eu sou aquela que obriga a que toda a gente tenha telemóvel quando não precisa dele na realidade. Se perguntarem a alguém se poderia viver sem o seu telemóvel, esse alguém responder-vos-á “Claro que não, eu não me imaginava sem o meu telemóvel.” Provavelmente, algumas pessoas não dirão isto, porque conseguiriam imaginar-se perfeitamente sem o seu telefone portátil, com o qual podem contactar pessoas do outro lado do mundo. Acontece que eu obrigo a que toda a gente tenha telemóvel. Já estou descontrolada. Desde que a fúria dos telemóveis chegou, que eu obrigo toda a gente a adquirir um, mais ou menos potente. O telemóvel quase que marca o teu status social, se tiveres um bom telemóvel tens “poder”. Toda a gente quererá ver o teu telemóvel. Portanto agradece-me, porque eu faço com que isso acontece. A minha amiga publicidade também ajuda as pessoas a adquirirem produtos que não precisam e que me fazem sobreviver. Portanto, eu devo à publicidade a minha vida (e também ao Sr. Consumismo e ao Dr. Capitalismo). Graças a mim, as pessoas adquirem bens e serviços dos quais não necessitam e eu vou aumentando o meu poder. Acontece que grande parte do mundo está sob a minha influência. O que para mim é óptimo. Só lamento que alguns economistas me achem uma total ameaça ao mundo tal como vemos. Sinceramente.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Direito a estar errado

Tens direito a estar errado. Mesmo quando pensas que cometeste o pior erro da tua vida. Tens sempre direito a estar errado. Quando magoas alguém, quando te magoas a ti próprio, quando tentas ajudar alguém, quando não queres ser ajudado. Tens esse direito. Não te preocupes se estiveres errado. Porque errar é humano, e é com os erros que aprendemos. Se não errássemos, não éramos humanos, e errar é uma característica da nossa raça. Podemos errar pelas mais pequenas coisas, ou nas maiores. Podemos errar a resposta, o sentimento, a opinião, a decisão, o plano, mas no final, nunca mais o faremos novamente, porque aprendemos que não devíamos errar. E é para isso que temos direito a estar errado, para da próxima vez fazermos tudo completamente diferente, cometer mais erros, e não os voltar a cometer. Não há ninguém que nunca tenha cometido um erro na vida. É tão simples como água, realmente, devia-se dizer é tão simples como hidrogénio. As pessoas erram, são criticadas negativamente por outras que poderão cometer o mesmo erro. Por vezes, são criticadas positivamente, outras pessoas demonstram-lhes como podem fazer da próxima vez. Na realidade, todos erramos, porque se não houvessem erros, havia paz mundial, felicidade e doces, já para não falar de monotonia. Se erram, tiveram esse direito. Errar é humano. Ultrapassa-se. Tens direito a estar errado, se nunca estiveste, diz-me: de que galáxia vieste? Pois, Via Láctea, Sistema Solar, Terra. És humano. Tens direito a estar errado.
Hermy

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Somos tão grandes, não somos?

Somos tão adultos. Saímos à noite, fumamos umas passas. Trocamos de namorado a cada semana. Chantageamos os nossos pais para comprarmos roupa na Bershka igual à de toda a gente. Não sabemos o que queremos, apenas queremos viver o presente. Vamos ao HK à noite, e como temos 15 anos, gritamos isso a meio mundo, ou simplesmente metemos no nick do MSN, juntamente com os muitos “amo-tes” para os nossos namorado e para as nossas recém-amiguinhas; de certeza que aquelas 200 pessoas cujos endereços temos na nossa lista de contactos vão saber que vamos na sexta ao HK, apesar de termos 15 anos e só podermos lá entrar com 18. E ainda mais giro é quando falamos com uma amiga e dizemos “Entrei no HK, sabias?”. Para nosso espanto, ela diz-nos “Fui requisitar um livro muito giro à biblioteca, sabias?”. Requisitar livros? O que é isso?! Não admira que toda a gente a chame de maluca. Não interessa. O que interessa, é que nós passamos de ano, e os nossos pais nos deram um telemóvel novo. Ainda bem que a “stôra” de inglês nos deu o 3, porque com a “nega” de física e química e de matemática chumbávamos logo. Escolhemos Ciências e Tecnologias, porque a psicóloga da escola disse que era o que tinha mais saída. Já contámos que fomos ver ontem um filme? Os nossos pais deram-nos dinheiro, então estivemos o dia todo no centro comercial, em lojas de acessórios a comprar brincos, colares, malas e afins. Quando fizemos anos, almoçamos no centro comercial, vimos um filme e à noite fomos para a discoteca, apanhamos uma bebedeira porque bebemos vodka e absinto. Vimos para casa, e ficamos de castigo! Não nos deixam sair no dia seguinte! Acham normal? Temos direitos! E mais, a nossa mãe chama-nos para ajudar a arrumar a cozinha. Que nojo! Meter pratos na máquina de lavar a loiça. Ah, já mencionamos que os nossos pais só carregam o telemóvel duas vezes por mês? Oh vá lá, há tantos assuntos importantes a tratar. Eles não compreendem! Ah, desculpem, os nossos namorados mandaram-nos uma mensagem, querem ir dar uma volta. Temos de ir, além disso amanhã vamos ao cinema à tarde com eles… Bolas, esquecemo-nos dos nossos irmãos. As nossas mães queriam que nós ficássemos com eles! Que chatice. Não faz mal, ficam na casa da vizinha. Ah, desculpem-nos, nem nos apresentamos. Somos as típicas adolescentes. Somos tão grandes, não somos?

Hermy

Insegurança

Insegurança, s. f. falta de segurança, de firmeza.

Será que é apenas falta de segurança e/ou firmeza? Não creio. A insegurança expande-se por outros campos, outros campos mais letais. Muitas vezes, não fazemos certas coisas porque estamos inseguros. Temos medo de falhar, medo de sermos rejeitados, ou medo da dor. Estamos inseguros, e até prova em contrário, nada nos faz ficar mais seguros, ser mais firmes. Por vezes, a insegurança leva-nos a fazer coisas que não queremos fazer. Escondemo-nos, e vivemos no nosso mundo, esperando que outra pessoa faça as coisas por nós porque, lá está, temos medo. Este medo é a coisa mais compreensível deste mundo. Podemos ter medo, e não estarmos inseguros. Mas não podemos estar inseguros e não termos medo. Atrás da insegurança, o medo aparece sempre como uma sombra. A insegurança pode levar a melhor de nós. Mas será que queremos que essa insegurança nos vença? Não, claro que não. Ninguém quer. Portanto, há sempre pessoas que vencem a insegurança e dão o passo que esperavam. Há sempre outras, que não se podem considerar mais fracas, que nem sequer aceitam o passo que têm de dar. E há aquelas que dão o passo, mas dizem que foi um erro, se as coisas não correrem bem. Errar é humano, e temos de aprender com os nossos erros. Mas há sempre aquelas pessoas que não aprendem com os erros. Aquelas que são demasiado boas para admitir que erraram. A insegurança trás sempre o medo e o erro. Podemos errar se não estivermos seguros, ou erramos porque deixámos a insegurança levar a melhor, porque tivemos medo. Mas algumas vezes, não muito frequentemente, vencemos a insegurança, não temos medo e não erramos. As pessoas que o fazem chamam-se vencedoras, há quem sempre diga que são os insensíveis. Mas a dor de cotovelo sempre foi muito má. Todos temos medo, todos erramos, por conseguinte, todos somos inseguros.

Hermy

Vou contar-te um segredo...

“Vou contar-te um segredo. Não contes a ninguém! Prometes?” Oh, toda a gente já disse isto uma vez na vida. A verdade é que por mais secreto que seja um segredo poderá vir a ser de conhecimento geral um dia, mais cedo ou mais tarde. Algo que não é muito saudável é manter um segredo fechado dentro de uma gaveta cuja chave perdida nas entranhas das nossas memórias não voltará a ser encontrada. Há segredos bem escondidos, há segredos bem visíveis, há segredos que nem são segredos, pois mesmo antes de serem segredos já haviam sido conhecidos, há segredos que nunca serão desvendados, e ainda, há segredos que estão tão esquecidos que deixaram de ser segredos. Há aquele segredo inocente de primária, há o segredo do saber, há o segredo do amigo, há o segredo do prazer, há o segredo do Universo, e há o segredo da Natureza. Há segredos pequenos, há segredos grandes, segredos que são infinitos. O segredo da poesia, o segredo da pintura, e, finalmente, há o segredo dos Deuses, onde todos os segredos se encontram, pois cada segredo é guardado dentro da memória do Deus do emissor. Eu, como já devem ter calculado, guardo os segredos na gaveta. É um modo muito mais simples, não?
Hermy