quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Como salvar uma vida?

Como salvar uma vida? “How to save a life” é uma música bastante conhecida da banda sonora da minha série televisiva preferida “Anatomia de Grey”.



“Step one you say we need to talk
He walks you say sit down it's just a talk
He smiles politely back at you
You stare politely right on through
Some sort of window to your right
As he goes left and you stay right
Between the lines of fear and blame
You begin to wonder why you came
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
Let him know that you know best
Cause after all you do know best
Try to slip past his defense
Without granting innocence
Lay down a list of what is wrong
The things you've told him all along
And pray to God he hears you
And pray to God he hears you
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
As he begins to raise his voice
You lower yours and grant him one last choice
Drive until you lose the road
Or break with the ones you've followed
He will do one of two things
He will admit to everything
Or he'll say he's just not the same
And you'll begin to wonder why you came
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
How to save a life
How to save a life
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
How to save a life”

E como se pode salvar uma vida? Sinceramente, não faço ideia.
Oiço esta música vezes sem conta, porque me identifico com cada verso. O único problema é que não sei como salvar uma vida, não sei se o consigo fazer, não sei se tenho coragem para salvar uma vida, se consigo engolir o orgulho para salvar uma vida, se consigo, sequer, salvar uma vida.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Possibilidades

Como é possível? O que é possível? Dentro de todo o impossível? Nada é impossível, tudo pode acontecer, as lágrimas caiem sempre assim da mesma maneira, para baixo, é impossível caírem para cima porque assim estariam a subir, então algumas coisas são impossíveis. Sim, mais um texto sem sentido, com sentimento, com tudo aquilo que o mundo é, foi, irá ser. Pó, sim isso é o que mundo será o mundo será pó, as pessoas serão pó, vivemos para morrer, caminhamos para a morte todos os dias, fazemos mal a tudo todos os dias, destruímos o mundo todos os dias, e mesmo Assim vivemos a vida, as vezes sem ser à grande mas gostamos, queremos aproveitar, e quando chegar ao fim arrependemos, ou ficamos com pena, ou ficamos sozinhos.

Fazemos mal a nós próprios não fazendo o que temos mesmo de fazer, deixando o cérebro sobrecarregado em pensar, enquanto vemos o mundo a desfazer-se em frente é nossa própria cara, os nosso próprios olhos, vemos a destruição do nosso mundo a entrar por duas janelas das quais variam as core. Mas também fazemos aquilo que está cá dentro, um bocado mais a baixo que o pescoço, não usando a cabeça e magoamo-nos de qualquer das maneiras, ficamos mal de qualquer das maneiras, poderá ser em vão de qualquer das maneiras.

Agora pergunto-me, se essas duas maneiras poderão vir dar ao mesmo, e não há uma terceira opção, o que fazemos nós? Destruímo--nos?

Não, escolhemos uma das opções, seguimo-la e carregamos com as mágoas que vão chegando, tão simples como isso, andar, e andar, independentemente da escolha ser boa ou má, ter sido pensada ou ter sido intuitiva, virão coisas boas nessas escolhas e virão coisas más mas, temos que nos lembrar que a vida é realmente um mar de possibilidades e tem que haver sempre um momento bom se não, para que é que haveríamos nós de viver?


Nota: Perdão, substitui um outro texto por este. O outro era demasiado parecido com o último que tinha escrito.

E peço desculpa por não conseguir editar o texto.



Mary

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Acreditar em todas as mentiras, deixar passar todos os pecados, desculpar o que foi feito anteriormente, desculpar o que virá. É esta a nossa vida, a vida de humano, a vida de quem confia e tem que confiar, a vida em que, embora difícil de entender, confiamos uns nos outros, bem ou mal. Todavia, confiamos sempre, mesmo que seja o suicídio total ou parcial da alma, mesmo que seja algo muito mau, nunca acreditamos no pior, até mesmo quando o pior acontece, acreditamos no contrário disso porque não conseguimos acreditar.

É confuso? Pois, a mente das pessoas deste mundo é confusa e nada exacta, é o mundo em que vivemos, aquele que dá demasiadas voltas num só dia, e nós, nem sempre conseguimos apanhar todas as voltas dadas.

Nós, as pessoas, somos o pior dos animais! O mais malvado, o mais hipócrita, talvez esta bênção chamada inteligência tenha sido em vão, porque o homem utiliza-a para o mal (duvido que a natureza se quisesse estragar a si própria). Vêem? Nós somos BURROS. Nós, as pessoas, estragamos a natureza mesmo sendo natureza; somos maus e horrendos para os outros, porque é que não haveríamos de ser para a natureza?

Mas o pior é que nos enterramos porque queremos respirar. O pior é que nos queixamos mas não fazemos nada porque não conseguimos largar os vícios.

Porque, por vezes, parece que todo o esforço vale a pena. Parece que voltamos de novo ao inicio de todo o mundo, ao inicio do universo onde ainda nada foi feito e onde tudo cresce em qualquer espaço vazia…. Mas parece, apenas.

Mary


(Continuaremos a falar sobre os sete pecados mortais, este texto foi apenas algo fora dos mesmos, apesar de se poder aplicar de uma maneira ou de outra).

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Preguiça

Preguiça, s. f. mandriice, indolência, mamífero desdentado do Brasil.

Obviamente, não vou falar do mamífero desdentado do Brasil, mas sim de um dos sete pecados mortais, tal como já havia referido.
A preguiça pode não parecer um pecado tão mortal como o que é dito, mas na realidade, a preguiça faz de nós alguém que não tem iniciativa. E a iniciativa é algo bastante importante. Portanto, este suposto quarto pecado mortal, pode não ser pecado, contudo, mortal é-o de certeza. Pode não nos matar literalmente, mas mata-nos aos bocadinhos, tirando parte de nós quando não queremos fazer alguma coisa.
E então, agora, vou explicar porque o escolhi em primeiro lugar; porque, simplesmente, tenho preguiça de escrever muitas vezes, gosto de escrever, tenho ideias, mas tenho preguiça. Tal como tenho preguiça de fazer muitas outras coisas, a preguiça já me fez mal, já me fez trabalhar arduamente quando não era necessário. Esta preguiça está a impedir-me de estudar para os quatro testes que tenho para a semana, de passar a minha roupa a ferro, de arrumar a cozinha, e de dizer coisas que quero.
A preguiça é muitas vezes letal. Corrói-nos por dentro, interioriza uma ideia de indiferença em relação a muitas coisas. Podíamos tornar o mundo melhor se não fossemos tão preguiçosos.
Existe uma máxima (por sinal, uma das máximas da qual eu mais gosto) associada à preguiça: “Nunca deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, dita pelo Sr. Benjamin Franklin, o homem da electricidade. Realmente, se ele tivesse sido preguiçoso talvez eu não estivesse a escrever no meu computador agora.
São pequenas coisas que fazemos (ou que não fazemos) que são importantes, e a preguiça arruína tudo. A preguiça é realmente algo do qual nós não podemos fugir, porque somos humanos e, hoje em dia, faz parte da nossa existência sermos preguiçosos. O mundo pode acabar se continuarmos assim. A preguiça é realmente mortal. E até quando seremos preguiçosos?

domingo, 25 de novembro de 2007

Sete Pecados Mortais

Todos nós já ouvimos falar dos sete pecados mortais, mesmo que não sejamos religiosos. Todos conhecemos os principais: luxúria, inveja, gula... Porém, entre estes ainda existem a arrogância, ira, preguiça e avareza. Então, nós, Hermy e Mary, decidimos escrever sobre estes. Não por sermos religiosas, mas por estes sete pecados serem como pequenas armas para comportamentos destrutivos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Pequena Casa

Existia uma pequena casa feita de cimento e tijolo. Por fora, parecia pacata e relativamente normal. Não tinha a arquitectura mais moderna, inovadora e bonita, mas não era má de todo. Sorria aos compradores, talvez por querer que a fechadura fosse utilizada quotidianamente. A porta, porém, era forte, parecia ser à prova de bala... E o algeroz era interior, o escoamento de águas não se dava pelo exterior; a água infiltrava-se lentamente pelas paredes e apodrecia os materiais. Agora, por dentro, nunca ninguém imaginaria que esta modesta casa tinha pilares tão fortes. Era escura, as janelas só tinham visibilidade para o lado de fora. Não haviam vestígios de utilização, só existiam partes um pouco gastas, quiçá, devido a agentes erosivos. Não havia um ambiente normal nesta pequena casa, não parecia normal. O chão estava coberto de pó, sombras, memórias. Algo dava a entender que estava danificada. Ninguém a queria comprar, o preço era demasiado alto para a casa que era. Talvez porque eu era essa casa.
Hermy

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Porto seguro

Sinto-me tão fundo, tão fundo... Não sei se consigo subir novamente, não sei se quero subir novamente. Tenho medo, sinto-me tão forte, e tão fraca. Não sei o que fazer... Procuro na minha consciência compreender o que quero fazer, e não encontro respostas. Quero respostas, quero responder, mas não consigo. Quanto tempo mais tenho de ficar neste impasse? Não sei... É como se tivesse uma enorme ferida no peito, e fosse arrancando a costa sempre que cicatriza... Como se gostasse dessa dor, como gostassem de me ver nessa dor. Fico tão bem na minha dor, na minha alegria fingida. Não sei ao certo quanto tempo vou aguentar mais... Não sei ao certo se consigo aguentar mais, mas algo eu sei, estou a meio caminho de algo, do quê? Não sei. Estou demasiado frágil, e quanto mais frágil estou, mais dura quero parecer, como se fosse inquebrável. Não estou a conseguir fazer o que faço, não estou a conseguir, sequer, tentar... Ver-me a não ser o que sou, o que os outros vêem em mim é exaustivo. Estou exausta, tudo me deixa exausta. Não sei quanto tempo aguentarei nesta dor invisível. Espero pelo dia em que tudo acabe. Preciso duma lufada de ar fresco... Mas não tenho porto seguro desta vez. Salva-me desta escuridão, salva-me só desta escuridão. Por favor, salva-me.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Breakable


Ingrid Michaelson - Breakable
“Have you ever thought about what protects our hearts?
Just a cage of rib bones and other various parts.
So it's fairly simple to cut right through the mess,
And to stop the muscle that makes us confess.
And we are so fragile,
And our cracking bones make noise,
And we are just,
Breakable, breakable, breakable girls and boys.
You fasten my seatbelt because it is the law.
In your two ton death trap I finally saw.
A piece of love in your face that bathed me in regret.
Then you drove me to places I'll never forget.
And we are so fragile,
And our cracking bones make noise,
And we are just,
Breakable, breakable, breakable girls and boys.
And we are so fragile,
And our cracking bones make noise,
And we are just,
Breakable, breakable, breakable girls-
Breakable, breakable, breakable girls-
Breakable, breakable, breakable girls and boys”

Eu acho que esta música tem um significado para além do som e da letra. Este “slide show” é quebradiço. Frágil… Como queiram. Gosto da música, e não é o meu género de música, mas gostei tanto, que achei que merecia vir para aqui.

Hermy

Aceitar a realidade...

Por vezes, temos de aceitar algo. Aceitar, normalmente, não é fácil.
Eu não sei se aceito ou não. Porque aceitares algo é como definires que será sempre assim, durante pouco ou muito tempo, às vezes, para sempre. Temos de aceitar dizer adeus, e apenas continuar a respirar. Respirar fundo, e aceitar. Como mergulhar numa piscina de água gelada.
Aceitar não é só dizer que sim, é mais do que isso. É como conformarmo-nos da realidade, e não termos recaídas. Ou aceitar algo que nem sequer queremos aceitar, porque não nos vai beneficiar.
Actualmente, não se dá o devido valor à aceitação. Toda a gente aceita coisas de bom ou grado. Mas se não aceitarmos ficamos presos ao passado, sem viver o presente, pensando no futuro. Temos de aceitar, quer queiramos ou não. Temos de aceitar que não vamos olhar, pensar, ficar, querer, estar, ser, conseguir, lutar outra vez.
Eu não quero aceitar, a maior parte das vezes, há coisas que aceito e que nem quero. Hoje, sei que vou ter de aceitar algo para o qual não me sinto preparada. Mas trata-se de conseguir. Deixar o passado, viver o presente, olhar para o futuro.
Hermy

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Parabéns Mary!

Esta é a minha forma de festa, para a minha companheira neste "projecto", e como mais gosto de lhe chamar, grande amiga. Fazes hoje 16 anos, e estás a ficar velha. E eu adoro-te. Portanto, Parabéns! Eu podia fazer um grande testamento sobre o quão importante és para mim, mas não o farei.

Parabéns, e adoro-te =)

Hermy

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Pequenos/Grandes actos

Podemos fazer tudo por um amigo, podemos conseguir estar lá sempre que ele precisa nas piores horas nos piores momentos.
Mas será que eles conseguem ver isso?
Não muitos deles simplesmente “deitam fora” todos os momentos em que alguém os ajudou, em que alguém os ouviu com toda a paciência do mundo e preocupação, todos esses momentos, actos, em vão porque por vezes não ligamos ao que nos dizem.
As pessoas são assim, acho que nunca me vou habituar bem a este mundo, acho que me chegam as pessoas em quem confio agora, as pessoas que gosto agora, mas não consigo deixar de pensar naqueles de quem eu pensava a mesma coisa.
Mas um dia, vamos embora para sempre e aí sim damos valor ás coisas, quando já não há nada a fazer, como se fosse por pena.
Podemos fazer coisas no passado por causa de uma amizade e esses actos nunca serão valorizados, que talvez nem percebam o significado disso.
Em quem podemos confiar?
Em quem não podemos?
Ninguém.
Mais tarde ou mais cedo essa pessoa em quem confiamos vai-nos desiludir, deixar, agora preparo-me para tudo o que possa vir, já nada me abala nada pode abalar., e já antes era assim mas há coisas que nunca esperamos das pessoas que gostamos.
That’s the world darling.
Gastos aqueles momentos esquecidos no tempo…que no fim são preciosos, mas esquecidos, por isso perdem o seu valor e nós, ingratos, dizemos coisas, escrevemos coisas, fazemos coisas injustas.
Mas obrigada a todos os que me ajudaram, estou-vos grata e essas pequenas coisas vão ficar sempre comigo.


Mary

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Basta olhar para trás...

Quando temos a certeza de que estamos totalmente acabados, de que tudo e todos estão contra nós, basta olhar para trás. Pensar que há lá alguém para olhar para nós, para nos acalmar, para nos perceber. Há lá sempre alguém pronto para te abraçar quando precisas, para te acalmar quando estás nervoso, para te ajudar quando pensas que nem sequer precisas de ajuda. E podes nem sequer reparar nesse alguém, é como se não estivesse lá, porque aquele apoio já é tão garantido que nem sequer procuras por ele. Ele faz e desfaz, e tu não percebes porquê. Esse alguém vai querer ajudar-te pela mais pequena coisa. Podes pensar que afastaste tudo e todos, ninguém vai querer ajudar-te nunca mais. Portanto, se for esse o caso, não te preocupes. Vai lá haver alguém. Basta olhar para trás.

Hermy

Nota: Vou ausentar-me por umas semanas, quando voltar, provavelmente, devo ter muitos textos para vos mostrar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sociedade de consumo

Olá, eu sou a sociedade de consumo e estou aqui para explicar-vos brevemente como funciono.“Uma sociedade de consumo é uma sociedade que pratica o consumismo, ou seja, que incentiva a aquisição contínua de bens e serviços efémeros como forma de sustentar a produção e o crescimento económico.” In wikipédia.
Mas na realidade, isto é uma grande seca e eu vou explicar-vos de uma maneira mais simples o que eu sou. Pois bem, um exemplo muito comum: eu sou aquela que obriga a que toda a gente tenha telemóvel quando não precisa dele na realidade. Se perguntarem a alguém se poderia viver sem o seu telemóvel, esse alguém responder-vos-á “Claro que não, eu não me imaginava sem o meu telemóvel.” Provavelmente, algumas pessoas não dirão isto, porque conseguiriam imaginar-se perfeitamente sem o seu telefone portátil, com o qual podem contactar pessoas do outro lado do mundo. Acontece que eu obrigo a que toda a gente tenha telemóvel. Já estou descontrolada. Desde que a fúria dos telemóveis chegou, que eu obrigo toda a gente a adquirir um, mais ou menos potente. O telemóvel quase que marca o teu status social, se tiveres um bom telemóvel tens “poder”. Toda a gente quererá ver o teu telemóvel. Portanto agradece-me, porque eu faço com que isso acontece. A minha amiga publicidade também ajuda as pessoas a adquirirem produtos que não precisam e que me fazem sobreviver. Portanto, eu devo à publicidade a minha vida (e também ao Sr. Consumismo e ao Dr. Capitalismo). Graças a mim, as pessoas adquirem bens e serviços dos quais não necessitam e eu vou aumentando o meu poder. Acontece que grande parte do mundo está sob a minha influência. O que para mim é óptimo. Só lamento que alguns economistas me achem uma total ameaça ao mundo tal como vemos. Sinceramente.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Direito a estar errado

Tens direito a estar errado. Mesmo quando pensas que cometeste o pior erro da tua vida. Tens sempre direito a estar errado. Quando magoas alguém, quando te magoas a ti próprio, quando tentas ajudar alguém, quando não queres ser ajudado. Tens esse direito. Não te preocupes se estiveres errado. Porque errar é humano, e é com os erros que aprendemos. Se não errássemos, não éramos humanos, e errar é uma característica da nossa raça. Podemos errar pelas mais pequenas coisas, ou nas maiores. Podemos errar a resposta, o sentimento, a opinião, a decisão, o plano, mas no final, nunca mais o faremos novamente, porque aprendemos que não devíamos errar. E é para isso que temos direito a estar errado, para da próxima vez fazermos tudo completamente diferente, cometer mais erros, e não os voltar a cometer. Não há ninguém que nunca tenha cometido um erro na vida. É tão simples como água, realmente, devia-se dizer é tão simples como hidrogénio. As pessoas erram, são criticadas negativamente por outras que poderão cometer o mesmo erro. Por vezes, são criticadas positivamente, outras pessoas demonstram-lhes como podem fazer da próxima vez. Na realidade, todos erramos, porque se não houvessem erros, havia paz mundial, felicidade e doces, já para não falar de monotonia. Se erram, tiveram esse direito. Errar é humano. Ultrapassa-se. Tens direito a estar errado, se nunca estiveste, diz-me: de que galáxia vieste? Pois, Via Láctea, Sistema Solar, Terra. És humano. Tens direito a estar errado.
Hermy

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Somos tão grandes, não somos?

Somos tão adultos. Saímos à noite, fumamos umas passas. Trocamos de namorado a cada semana. Chantageamos os nossos pais para comprarmos roupa na Bershka igual à de toda a gente. Não sabemos o que queremos, apenas queremos viver o presente. Vamos ao HK à noite, e como temos 15 anos, gritamos isso a meio mundo, ou simplesmente metemos no nick do MSN, juntamente com os muitos “amo-tes” para os nossos namorado e para as nossas recém-amiguinhas; de certeza que aquelas 200 pessoas cujos endereços temos na nossa lista de contactos vão saber que vamos na sexta ao HK, apesar de termos 15 anos e só podermos lá entrar com 18. E ainda mais giro é quando falamos com uma amiga e dizemos “Entrei no HK, sabias?”. Para nosso espanto, ela diz-nos “Fui requisitar um livro muito giro à biblioteca, sabias?”. Requisitar livros? O que é isso?! Não admira que toda a gente a chame de maluca. Não interessa. O que interessa, é que nós passamos de ano, e os nossos pais nos deram um telemóvel novo. Ainda bem que a “stôra” de inglês nos deu o 3, porque com a “nega” de física e química e de matemática chumbávamos logo. Escolhemos Ciências e Tecnologias, porque a psicóloga da escola disse que era o que tinha mais saída. Já contámos que fomos ver ontem um filme? Os nossos pais deram-nos dinheiro, então estivemos o dia todo no centro comercial, em lojas de acessórios a comprar brincos, colares, malas e afins. Quando fizemos anos, almoçamos no centro comercial, vimos um filme e à noite fomos para a discoteca, apanhamos uma bebedeira porque bebemos vodka e absinto. Vimos para casa, e ficamos de castigo! Não nos deixam sair no dia seguinte! Acham normal? Temos direitos! E mais, a nossa mãe chama-nos para ajudar a arrumar a cozinha. Que nojo! Meter pratos na máquina de lavar a loiça. Ah, já mencionamos que os nossos pais só carregam o telemóvel duas vezes por mês? Oh vá lá, há tantos assuntos importantes a tratar. Eles não compreendem! Ah, desculpem, os nossos namorados mandaram-nos uma mensagem, querem ir dar uma volta. Temos de ir, além disso amanhã vamos ao cinema à tarde com eles… Bolas, esquecemo-nos dos nossos irmãos. As nossas mães queriam que nós ficássemos com eles! Que chatice. Não faz mal, ficam na casa da vizinha. Ah, desculpem-nos, nem nos apresentamos. Somos as típicas adolescentes. Somos tão grandes, não somos?

Hermy

Insegurança

Insegurança, s. f. falta de segurança, de firmeza.

Será que é apenas falta de segurança e/ou firmeza? Não creio. A insegurança expande-se por outros campos, outros campos mais letais. Muitas vezes, não fazemos certas coisas porque estamos inseguros. Temos medo de falhar, medo de sermos rejeitados, ou medo da dor. Estamos inseguros, e até prova em contrário, nada nos faz ficar mais seguros, ser mais firmes. Por vezes, a insegurança leva-nos a fazer coisas que não queremos fazer. Escondemo-nos, e vivemos no nosso mundo, esperando que outra pessoa faça as coisas por nós porque, lá está, temos medo. Este medo é a coisa mais compreensível deste mundo. Podemos ter medo, e não estarmos inseguros. Mas não podemos estar inseguros e não termos medo. Atrás da insegurança, o medo aparece sempre como uma sombra. A insegurança pode levar a melhor de nós. Mas será que queremos que essa insegurança nos vença? Não, claro que não. Ninguém quer. Portanto, há sempre pessoas que vencem a insegurança e dão o passo que esperavam. Há sempre outras, que não se podem considerar mais fracas, que nem sequer aceitam o passo que têm de dar. E há aquelas que dão o passo, mas dizem que foi um erro, se as coisas não correrem bem. Errar é humano, e temos de aprender com os nossos erros. Mas há sempre aquelas pessoas que não aprendem com os erros. Aquelas que são demasiado boas para admitir que erraram. A insegurança trás sempre o medo e o erro. Podemos errar se não estivermos seguros, ou erramos porque deixámos a insegurança levar a melhor, porque tivemos medo. Mas algumas vezes, não muito frequentemente, vencemos a insegurança, não temos medo e não erramos. As pessoas que o fazem chamam-se vencedoras, há quem sempre diga que são os insensíveis. Mas a dor de cotovelo sempre foi muito má. Todos temos medo, todos erramos, por conseguinte, todos somos inseguros.

Hermy

Vou contar-te um segredo...

“Vou contar-te um segredo. Não contes a ninguém! Prometes?” Oh, toda a gente já disse isto uma vez na vida. A verdade é que por mais secreto que seja um segredo poderá vir a ser de conhecimento geral um dia, mais cedo ou mais tarde. Algo que não é muito saudável é manter um segredo fechado dentro de uma gaveta cuja chave perdida nas entranhas das nossas memórias não voltará a ser encontrada. Há segredos bem escondidos, há segredos bem visíveis, há segredos que nem são segredos, pois mesmo antes de serem segredos já haviam sido conhecidos, há segredos que nunca serão desvendados, e ainda, há segredos que estão tão esquecidos que deixaram de ser segredos. Há aquele segredo inocente de primária, há o segredo do saber, há o segredo do amigo, há o segredo do prazer, há o segredo do Universo, e há o segredo da Natureza. Há segredos pequenos, há segredos grandes, segredos que são infinitos. O segredo da poesia, o segredo da pintura, e, finalmente, há o segredo dos Deuses, onde todos os segredos se encontram, pois cada segredo é guardado dentro da memória do Deus do emissor. Eu, como já devem ter calculado, guardo os segredos na gaveta. É um modo muito mais simples, não?
Hermy

Homossexualidade

Tradução:

«Como rapazes, descobriram o significado da amizade, como homens eles descobrirão algo ainda mais… mágico.

“Eu estava a pensar se querias ir ao baile comigo?” (Harry) “Onde?!” (Ron).

O Harry Potter vai aprender como o amor pode desconcertar um feiticeiro.

“Olha, eu não sei o que se passou hoje à noite, e não sei porquê, apenas aconteceu.” (Harry)

Raiva: “Eu quero lá saber do que o teu pai pensa.” (Harry)

Ciúmes: “Estás a confraternizar com o inimigo.” (Ron) “Não, não, não estive.” (Harry)

Coreografia Fabulosa

Harry Potter e o Cálice de Fogo: esta coisa está a dar, não pergunte, não cheire.»

Uma tradução feita à pressão. Então o tema que hoje vos trago é este mesmo… Não, não, não é Harry Potter, mas sim a homossexualidade. Este vídeo relata-a duma forma bastante engraçada, pelo menos para mim, que sou uma grande fã de Harry Potter. Então, eu ri-me imenso quando vi este vídeo pela primeira vez, e após vê-lo imensas vezes, percebi finalmente que goza com um tema, que é o tema “Homossexualidade” – ah e devo acrescentar que o Harry não é gay.

Uma palavra bastante usual hoje em dia: gay. Gay é palavra inglesa: “adj. Homossexual; alegre; vistoso (cor); vivo (música).” In Dicionário Universal. Qual é a melhor ofensa que podem chamar a um adolescente: gay. Qual é a maneira de conseguir calar um rapaz: chamando-lhe gay. Eu própria para tentar calar alguns dos meus colegas ou amigos chamo-lhes gays. Mas porquê o preconceito? Eu digo já que também sou um pouco preconceituosa no que toca à homossexualidade, por mais que tente, ainda não consegui perceber bem o porquê das pessoas desafiarem as leis da natureza e se apaixonarem por pessoas do mesmo sexo. Mas é uma coisa normal, se bem visto. De facto, sendo cada vez menos um assunto tabu, é aceite pela sociedade em geral. É um pouco estranho ver dois homens “à marmelada”, porém vidas são vidas, e só é preciso respeitar, eu também gosto que respeitem as minhas opiniões e escolhas. Estive a focar-me na homossexualidade masculina, mas também sei que há bastantes casos do sexo feminino, porém o sexo masculino é o mais falado. Porquê? Porque os homens têm ser viris e machistas? Ou porque vivemos numa sociedade em que os homens e mulheres ainda não são iguais? Para mim acho que são duas das razões que leva a homossexualidade masculina ser mais falada. Outro enorme preconceito é: “Tem SIDA? É homossexual.” Não é bem assim, existem grupos de risco sim, mas nem todas as pessoas que têm SIDA são homossexuais. Vamos passar pela opinião da igreja católica, que para esta, está errado. Não está bem errado, é estranho, mas não é errado. Todos os seres humanos têm direito à escolha da sua sexualidade, e isso passa pela escolha entre homens e mulheres, ou por ambos. Outro tema falado é o mundo da moda: homens + moda = homossexualidade. Conta errada, correcção: homens + moda = gostos diferentes. Não são só as mulheres que podem ser excelentes estilistas, os homens também podem-no ser, e amarem mulheres, qual seria o problema? E se amarem homens? Qual é o problema? A verdade é que fazem (ou dão ideias) para muitas das roupas que vestimos no dia-a-dia. Há uma série de actividades também que fazem dos homens gays, ou das mulheres lésbicas. Eu acho isso uma estupidez: um homem que gosta de cortar cabelos e fazer penteados lindíssimos pode não ser gay, é um preconceito pelo qual têm de lutar. Apesar de me fazer um pouco de confusão, eu apoio os homossexuais. São pessoas iguais a mim e a ti que estás a ler isto, são seres humanos que têm gostos, e se esses gostos passam por amar pessoas do mesmo sexo, têm que ser respeitados. Nota: quando me referi ao termo “amar” queria dizer o “amar” de relacionamento amoroso, e não de relacionamento familiar ou outro.

Hermy

Qual é o ponto?

What’s the point? Traduzido à letra: qual o ponto? Qual o ponto de fingir que não se sabe? Oh, quem faz isso mesmo? Pode-se fingir que não se sabe de algo, para não nos incriminarmos. Pode-se fingir que não se sabe para não incriminar aqueles que amamos. Pode-se fingir que não se sabe a resposta para um colega acertar. Pode-se fingir que não se sabe de alguém, quando se sabe perfeitamente onde está. Porém, há certas coisas que não se poderiam fingir. Ora fingir esquecermo-nos de algo? É tão estúpido. Qual o ponto de fingir que não se sente? É mentira, e toda a gente percebe isso, ou talvez não. É tão bom pensar que ninguém sabe nada de nada, quando na realidade sabem. Qual é o ponto de não falar? Um não está sempre garantido, e se for um sim. Há sempre os demasiado covardes para não aguentarem um não. Qual é o ponto de dizer que não, quando toda a gente sabe que é um sim? Se fosse por aí, nunca diríamos nada, não é verdade? Agora se dissermos realmente alguma coisa? Será que é levado a sério? Sim, porque estou a escrever isto, não é? Não faz qualquer sentido. Acreditem, há um sentido para cada letra que se escreve. Oh, e isto tudo só para dizer que sou um bocadinho parva ao ponto de “esquecer-me”.

Hermy

Dia após dia...

Hoje, o meu tema será um tema pacato, nada de aquecimento global, ou da fome em África. Um tema um pouco hipócrita, diria até.Todos os dias, aliás, todos os dias que podem ser denominados escolares, são o martírio para todos os estudantes. Para mim também. Não, não estou a falar do professor de história que está sempre a repetir a mesma coisa, ou da professora de Ciências que insiste em ser “fixe” ao ensinar Educação Sexual. Estou a falar, sim, daquele objecto irritante que nos acorda todas as manhãs, dia após dia. Chama-se despertador, ou como eu às vezes chamo o meu, Draco. Um facto interessante (ou não) é que eu dou nome a tudo. Aquele barulho irritante “Bip bip bip bip bip bip bip bip bip …” é o barulho que mais me incomoda. Por vezes, estou a sonhar que o Daniel Radcliffe está ao meu lado, ou que o Bush está morto, ou como muitas vezes acontece, com qualquer coisa relacionada com Harry Potter, e aquele malvado acorda-me. Odeio-o com todas as minhas forças. Por acaso, já não tenho um bip bip bip, tenho um que liga com rádio FM e tudo mais, e acordo ao som da RFM… E quando estão a dar aquelas músicas que eu não gosto? E quando dá aquela música que eu adoro e fico na cama mais três minutos, só para ouvi-la. Despertadores… Não gosto deles. Sobretudo, porque adoro deitar-me tarde, e acordar tarde também. Dia após dia, aquele som irritante acorda-me para, por vezes, dias bons, e outras vezes, dias maus. É horrível.

Hermy

Hermy

A Hermy é a pessoa mais inteligente que conheci até hoje, quando digo inteligente é em tudo. Sabe como deve pensar, no que deve pensar, no que vai fazer, e no que não deve fazer, e claro é uma know-it-all (sim, ela é a Hermy por alguma razão, ignorantes!); e não é mau ser-se um know-it-all, se calhar pensam isso porque nunca conheceram um de jeito, e eu orgulho-me de ser o amuleto da sorte dela. Faz-me sempre rir, ok muitas das vezes, algumas dessas vezes quem precisa de rir é ela, e fala pelos cotovelos =D mas eu sou pior, ah e uma coisa que notei logo no inicio, fala muito depressa, uma coisa que eu também faço, de vez em quando.
Algumas pessoas podem perceber mal a Hermy porque ela diz aquilo que quer dizer. Às vezes pode parecer anti-social, mas ela é daquelas raparigas que já é raro ver passar pela terra e pisar este chão, uma rapariga que gosta de ler, hábito que está a morrer, uma rapariga que sabe ver que o mundo não está bem. A Hermy tem a cabeça no lugar, sempre! (Vá, muitas das vezes) E diz as coisas certas, ajuda-me muitas vezes dizendo só algumas palavras mesmo não sabendo que as simples palavras me iam ajudar.
A coisa que eu mais quero é vê-la feliz com um Ron que a faça feliz; feliz como ela merece ser, desde que depois ainda tenha tempo para me “matar” de rir em frente de um ecrã. E tenho a agradecer-lhe a paciência que tem muitas vezes para mim.
Ravenclaw de gema por tudo!
Não disse tudo, oh vá lá, ia ficar aqui décadas, espero que a Hermy seja feliz, porque eu gosto é de a ver feliz, mesmo que muitas vezes isso não seja possível, mas nessas vezes eu vou estar aqui =D
Mary

Mary MK

Eu (Hermy) e a Mary combinamos descrevermo-nos uma à outra, portanto, eis a minha descrição dela.

A Mary (MK) é, numa palavra, fantástica. Querida, está lá quando é precisa. Simpática, cómica, engraçada, subtil, um pouco maluca (no bom sentido) e com um sentido de humor muito apurado. Tem algumas coisas a melhorar, como a sua auto estima, seria fundamental ela melhorar esse ponto. Pensa como uma adolescente deve pensar, é convicta e corajosa. Apesar de não o saber totalmente bem, é muito inteligente, e pequenas coisas que faz demonstram grande sabedoria. É como uma amiga imaginária quando estou triste, tirando o facto de que é bem real. Ela está lá para dizer que o Dobby rocks our socks. É o meu amuleto da sorte, portanto, ai de quem mo parta, porque eu preciso dele. Muito, mesmo. Verão que ela além de engraçada, tem ideias que não cabem na cabeça de ninguém. E ela é realmente uma versão quase perfeita da Hermione. Deixo-vos com a Mary, MK, Mariana (coisa que não lhe gosto de chamar, é um nome demasiado banal para o que ela é). Obrigada, e força.

Hermy